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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bebês sufocados não devem receber respiração boca a boca, diz pediatra

Bebês sufocados não devem receber respiração boca a boca, diz pediatra

Técnica pode piorar quadro de engasgo, explica Dra. Ana Escobar.
Socorrista ensina procedimentos para atender bebê sufocado.

G1

A respiração boca a boca não é recomendada para socorrer bebês asfixiados, tanto os que engasgaram como os que têm problemas respiratórios. A técnica pode piorar o quadro de engasgamento, segundo explica Dra. Ana Escobar, pediatra e professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Nem pensar com criança engasgada o boca a boca, porque você sopra e pode estar soprando (o objeto) para uma parte mais funda do pulmão e mais difícil de sair”, afirma. “A respiração boca a boca tem caído por terra”. Em relação a crianças com parada respiratória, ela explica que o mais recomendável é fazer uma massagem cardíaca. “Criança com parada respiratória na sequencia vai ter para cardíaca”, diz.

Nos Estados Unidos, uma mulher socorreu o sobrinho, um bebê de cinco meses, que estava sem respirar no carro. Segundo ela, o bebê nasceu com problemas respiratórios. A mulher fez respiração boca a boca e, em seguida, um policial fez massagem cardíaca na criança. O bebê voltou a respirar após o procedimento.

A pediatra Dra. Ana Escobar explica que a causa de asfixia em bebês recém nascidos geralmente é engasgue com leite quando o bebê regurgita ou até quando é amamentado. Já para bebês de seis meses a um ano, o risco maior é de sufocamento por ingerir pequenos materiais.

“É a época de introdução da alimentação e eles podem engasgar com pedaço maior de alguma coisa, por exemplo, um pão que a mãe dá na mão dele”, conta. Um pouco mais velhos, por volta dos nove meses, o risco é colocar na boca objetos como pequenos brinquedos.

Pais de bebês que nasceram com dificuldade de respiração devem tomar cuidado ainda maior. Segundo Dra. Ana Escobar, é importante cuidar da posição que essas crianças são colocadas nas cadeirinhas de segurança de carros e na hora de dormir. “Tem que prestar atenção na posição da cabeça, se ela está torta, ou caso o bebê esteja deitado, se ela está muito virada”, alerta.

“Sempre se deve evitar deixar o bebê de bruços e tem que ter muito cuidado na hora de comer, porque ele tem que coordenar a respiração com deglutição e aí o engasgo é mais fácil de acontecer.”

Como socorrer
Os pais da criança que se asfixia podem fazer procedimento para atender à criança. A primeira coisa é ver se o bebê está respirando ou não, explica a pediatra.
“Se ele está respirando, mas engasgado, a melhor coisa é não mexer e levar para o hospital. Porque qualquer mexida piora o quadro. Mas se ele não está respirando e está roxo, então chama o Samu e os bombeiros porque ele precisa de ajuda especializada e quanto antes, melhor”, afirma.

Há duas regras para o que não se deve fazer ao ajudar a criança sufocada. Primeiro, não se deve colocar o dedo na boca dela. Segundo, não se deve levantar a criança para o alto, a chacoalhar, nem soprar seu rosto.

O cabo Geferson Correa, socorrista do Corpo de Bombeiros do Paraná, explica o que os pais podem fazer. Se o bebê se engasgou com comida ou algum objeto pequeno, a pessoa que o socorrer deve sentar em uma cadeira e apoiar o bebê de bruços em seu braço, que por sua vez deve estar apoiado em suas pernas.

“Com o polegar e o indicador devem segurar o pescoço do bebê e com a outra mão, entre as duas escápulas, bate quatro vezes. Não pode ser um ‘socão’, tem que ser moderado conforme o tamanho da criança”. Este procedimento deve ser feito, no máximo, três vezes, segundo ele. “Nesse meio tempo alguém tá pedindo socorro”, afirma.

Caso o bebê tenha engasgado com leite, o procedimento deve ser o mesmo, mas sem a parte dos socos. “A gravidade vai deixar o leite sair”, explica o cabo Geferson.

E se não houver sucesso, ele recomenda que se parta para a massagem cardíaca. “Entre os mamilos coloco dois dedos, o indicador e o dedo do meio, e vou pressionar o osso externo na coluna vertebral para fazer massagem cardíaca”, diz. “Tem que sempre deixar (o bebê) numa parte plana, não pode ser no colchão ou sofá. O ideal no chão.”

A massagem cardíaca também deve ser feita quando o bebê parou de respirar. “Para as pessoas que têm prática, percebemos pela cor da pele do bebê. Para a pessoa leiga tem que se aproximar e ver se ele está respirando. E na dúvida, já partir para massagem cardíaca”, explica. Segundo ele, os pais podem fazer a massagem, mas nunca devem se esquecer de pedir ajuda dos bombeiros.

Bebês que se asfixiam por dificuldades respiratórias são atendidos com equipamento específico. O cabo também aconselha partir direto para a massagem cardíaca e pular o boca a boca.
http://www.contec.med.br/Doppler-Monitor-UltrasSom-Fetal-Contec-Med-Baby-Sound-B.html

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